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Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

Diário Medicina Preventiva

Uma intensa viagem pelo dia-a-dia de uma estudante de Medicina e, além disso, algumas indicações sobre a importância da prevenção para preservarmos a nossa saúde.

22.Set.07

RECEPÇÃO AOS CALOIROS 2007/08

 

O fim de Setembro anuncia não só o trágico fim das férias e o inevitável regresso à faculdade, como também uma realidade bastante mais positiva: a chegada de gente nova.

Solitários, meio (ou completamente) perdidos, olhar no vazio, em busca de algo indefinido, os novos caloiros vão chegando a conta-gotas... Procuram garantir bons horários, ao chegarem extremamente cedo ao átrio da estátua do grande Egas.

O seu olhar é misterioso, mas simultaneamente revelador. Escondem inúmeros receios, dúvidas, incertezas, mas evidenciam o enorme orgulho por estarem ali. Mesmo sem saber como irá correr, mesmo perdidos, mesmo repentinamente colocados num ambiente estranho... o orgulho é incontornável. Afinal eles estão na Faculdade de Medicina. Eles estão onde sempre quiseram.

À medida que nos vêem chegar (nós, os "supostos" doutores, carregando, também sem esconder o orgulho, os trajes académicos) olham de lado, tentam disfarçar a sua indubitável condição de caloiros, tentam fugir...

Os primeiros contactos não são fáceis... É com desagrado que vêem pintar-lhes a cara, os braços com as iniciais às quais ainda nem se acostumaram: FML. Reticentes, vêem-se obrigados a juntar-se a outros caloiros em variadas tarefas, diferentes jogos, originais praxes. Tudo parece desnecessário...

Mas aos poucos o milagre acontece. Inicialmente tímidos, reservados... os caloiros começam a aderir verdadeiramente ao espírito das praxes, à união dos grupos, às brincadeiras. Começam a conhecer-se uns aos outros, a estabelecer os primeiros contactos, a decorar as primeiras caras e os primeiros nomes.

Começam a conviver mais naturalmente connosco (os tais supostos doutores) e a aperceber-se que estamos bem mais próximos do que inicialmente puderiam julgar.

Ao fim de uma semana de praxes, durante as matrículas dos alunos de 1.ºano, posso dizer que a experiência tem sido verdadeiramente gratificante. Ao contrário do que muitos possam pensar, não é o "fazer mal" que é divertido. Sobretudo porque na minha faculdade não fazemos mal. Através de meras brincadeiras (que vão desde jogos de grupo a canções) procuramos integrá-los junto uns dos outros na faculdade, procuramos conhecê-los, dar-lhes a conhecer a faculdade e ajudá-los.

E depois surgem as revelações. Caloiros que mesmo já estando matriculados continuam a ir à faculdade só para as praxes, caloiros que nos dias seguintes são os primeiros a tomar a iniciativa de nos cumprimentar (sem medos nem vergonhas), caloiros que mandam mensagens a contar que chegaram a casa (desde o Porto a Faro, etc...), caloiros que perguntam quando são as próximas praxes ou quando há festas e jantares académicos...

Em todos eles vejo o mesmo espírito que me moveu há um ano. O mesmo olhar inicialmente apavorado e aos poucos familiarizado com o novo ambiente, em muito, graças às praxes. Um mesmo árduo caminho percorrido para ali chegar, as mesmas aspirações, o mesmo sonho por concretizar, as mesmas ambições, os mesmos secretos desejos...

E a sincera vontade de ser feliz no destino que escolhemos.

É isso que desejo a todos eles, novos colegas, (alguns) novos amigos, futuros médicos... que a nossa faculdade lhes traga a todos muito sucesso e felicidade!

 

 

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